16 de ago. de 2006



"carrego meus primórdios num andor.
minha voz tem um vício de fontes.
eu queria avançar para o começo.
chegar ao criançamento das palavras.
lá onde elas ainda urinam na perna.
antes mesmo que sejam modeladas pelas mãos.
quando a criança garatuja o verbo para falar o que não tem.
pegar no estame do som.
ser a voz de um lagarto escurecido.
abrir um descortínio para o arcano" (manoel de barros)

De mim, trago primeiro, o que o nada de Manoel me desvelou.
Sejam bem-vindos!

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