30 de jun de 2007

INFAME... mas ótima!rs

Num ônibus, um padre senta ao lado de um sujeito completamente bêbado, que tenta, com muita dificuldade, ler o jornal. Logo, com voz empastada, o bêbado pergunta ao padre: - O senhor sabe o que é artrite ? Irritado, o pároco respondeu: - É uma doença provocada pela vida pecaminosa e desregrada: mulheres, promiscuidade, farras, excesso do consumo de álcool e outras coisas. O bêbado calou-se e continuou com os olhos fixos no jornal. Alguns minutos depois achando que tinha sido muito duro com o bêbado, o padre tentou amenizar: - Há quanto tempo o senhor está com artrite ? - Eu não tenho isso, não ! Segundo este jornal quem tem é o Papa !!!

(dos comentários de http://blogdomiguelpaiva.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idblog=14149)

29 de jun de 2007

ó eu que aqui cheguei

com (o) a palavra.
não quero saber.
chego aqui pobre e ignorante
cobra corante,
ondeando entreletras
me desejo pequena
sem eira nem penas.
perder a senha,
ser louca rodopiando.
descerrar cortinas
fazer nevoar.
fazer de conta que invento,
que canto,
que falo.
jeito in próprio de deixar nanar
deixar nadar,
deixar o nada voar,
virar cobrapássaro
desparecer
desaparecer.
renascer
menos Lilith,
mais lua.
deixar para lá
deixar lá
o que não for daqui
guardar só que foi bom
como nem na palavra
(letra que sempre escapa)
é possível.
tornar vivificador
estar na beira
escapar do pulo
deixar cair a morte
deixar-se cair na vida

17 de jun de 2007

Engendrar revoluções

Ao ler um post da Ana [http://soturnalua.blogspot.com/] sobre o relaxamento gozoso da ministríssima fui tomada por uma questão: que impotência é esta que sentimos frente aos desmandos políticos. E não importa se estes são dos bushs, dos serras ou dos mal tse tungs. Lá, ao ler a Ana, eu pensei que podemos FALAR e fomentar o debate, fazer a conversa sobre estas coisas circular, tornar inadmissível que se façam de desentendidos. Reunir todas as informações possíveis, suscitar a indignação frente à miséria.
Resolvi falar. E aqui vim.
Mas tudo que produzia não era assimm...BOM. E resolvi pedir ajuda aos universitários ...Rs. Um tempo atrás eu descobri um site, o Espaço Acadêmico [
http://www.espacoacademico.com.br/arquivo/aozai.htm]. São uns textos muito legais e pensei que a minha melhor contribuição para suscitar o tal debate era divulgar, por exemplo, o Antonio Ozaí da Silva.
Mas me dei conta de que postar apenas o texto do Antônio também seria ocupar o lugar de eu-não-sei-e-por-isto-deixo-alguém-que-sabe-falar-por-mim. E contra isto também é preciso lutar. Que todos tenham voz porque todos têm o que dizer e devem fazê-lo. Não dizer o que penso com minhas próprias palavras seria também confirmar ao saber científico, e àqueles doutores que o Antônio critica este pedestal de Verdade maior, é algo mais para re-pensar. Seria esquecer de Manoel de Barros que exige: toda palavra deve ser sustentada pela boca que a pronuncia.
Então voltei. Vim falar. Dizer que me preocupa o fato de as pessoas não creditarem a si mesmas autoridade para se manifestarem contra a corrupção. Dizer que é perigoso pensar que a única forma de se mobilizar em torno da transformação social é o ódio. Ontem, ao ler o site da ocupação da usp, vi lá uma carta aberta onde o ódio era convocado como a mola da indignação. Não penso que seja necessário atrelar uma coisa à outra.
É em torno deste sentimento que os neo-nazistas e os próprios nazistas se organizaram. O amor ao grupo pode se fortalecer em muito quando faz aliança com o ódio aos outros. E quanto a isto, qual movimento social pode dizer que escapou? Como é fácil se perder dos ideais mais virtuosos de harmonia social na batalha da revolução.
Em “Mal-estar na Civilização” (1930) e em “Reflexões para tempos de guerra e morte” (1915) Freud avisa que o conflito entre o sujeito e a sociedade é insolúvel. Que a pulsão de morte está também no laço social e que a guerra justifica a manifestação de uma barbaridade que já habita cada um. Mas se a pulsão de morte não se exaure nem por isto a violência precisa constituir a regra dos relacionamentos, há outras possibilidades de resolver os conflitos inerentes ao encontro entre os homens.
Vim dizer que este sentimento de impotência que se alastra precisa ser combatido. E que um recurso para fazê-lo pode ser o de acolher o que cada um tem a dizer.

16 de jun de 2007

Niemöller/BRASIL/usp/NÓS/leminski

Davi - morte de Sócrates

É preciso divulgar.
São poucos ao longo da história.
Mas não tão poucos.
Nem tão pouco foi o sacrifício de cada um.
Nem tão pouca foi a vitória.
Poucos e pequenos. Somos nós, quando procrustamente sustentamos* a soporífera matrix.


Abélard e Hèloise

"Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.E não dizemos nada.Na segunda noite, já não se escondem :pisam as flores, matam nosso cão,E não dizemos nada.Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e,conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta." (Niemöller)

world press photo

"Lua à vista
brilhavas assim
sobre Auschwitz?".
(leminski)
*referência a Procrusto que resolve promover a justiça social em uma sociedade onde a altura diferente das pessoas era usada como justificativa para a desigualdade. A sua idéia genial foi construir uma cama onde ele esticava ou amputava as pessoas de modo que todas ficassem do "mesmo tamanho".

12 de jun de 2007

12 de junho de 2007






minuto a minuto

quis
um dia

todo azul
no teu dia


meu querer

quero crer

azulou

teu dia a dia

tudo

que podia

(alice ruiz)

manoelando

me perguntam sobre o lugar,
sobre a função.
respondo com manoel:
se há, é a de escovar.
porque mesmo no osso
pode a morte morrer
e um resto de vida ainda habitar.
mas se nestes meandros ninguém se aventurar
não há, de fato, como alguém retornar. retomar.
garantias? não as há.
esperança. nisto sim, se sustentar.
e neste, bendito, saber apostar.

5 de jun de 2007

Homotesia

e se querer era poder...
então não queria?
ou pode-se mais do que se quer?
ou o que pode é um e outro esbarrarem no tempo? e aí tudo pode!
é uma tangência ou um atravessamento?
este encontro...fortuito? ou pré-destinado?
homotesia gerada na pulsão? fortuita ou pré-destinada?
(HOMOTETIA NA RETA
O termo homotetia segundo o Novo Dicionário Brasileiro de Melhoramentos, 7ª edição, é também conhecido como homotesia e definido como "relação entre duas séries de pontos, tal que os de cada uma estão dois a dois em linha reta com um centro comum e separados destes por distancias de razão constante".
mas tem centro?
dizem que não.
se não tem centro ...tem homotesia?
vão dizer que não? porque se não tiver como pode o poder e o querer trombarem?
fortuitamente ou pré-destinadamente?
ou mesmo tangenciarem, se não for 0 caso de se atravessarem.
e se tiver? centro, quero dizer.
alguém aí tem o endereço?
será que é lá o LÁ onde todo mundo parece saber o que é?
vai lá saber!!!!
vai ver que é LÁ que o querer e o poder fazem homotesia.
e se querer era poder...
então não queria?
ou pode-se mais do que se quer?
sei lá.