E quem disse que nossos nobres políticos não fazem hora-extra?
São 22:52h de uma segunda-feira e lá estão os pobres a trabalhar:
PARA APROVAR A NOVA CPMF. E vejam bem, o autor do Projeto é o caríssimo EX-companheiro Pepe Vargas (PT-RS) (o site é para facilitar uma análise entre o marketing e a realidade), que cria a CSS (CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PARA A SAÚDE). Já o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN) não tem dúvidas da contribuição de seu Partido para o progresso brasileiro: serão 70 votos a favor da bem-vinda tarifa.
Eu me pergunto quando haverá tanto empenho para o que interessa ao nosso país, de fato.
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10 de jun. de 2008
13 de mai. de 2008
Dorothy Stang
Publico aqui a nota de repúdio do Conselho Federal de Psicologia, fazendo coro não apenas aos colegas de profissão, mas a todos aqueles que se sentem indignados com os desmandos e a violência.
Alguns são otimistas e lamentam a fome e a desgraça alheia. Outros permitem que a sua vida e seu trabalho leve otimismo aos que passam fome e atravessam a tragédia.
Eles não são muitos. Mas, existem. Fazem o que é possível. E com isto, algumas vezes, terminam por realizar tanto!
À Dorothy, nossa gratidão.
NOTA DE REPÚDIO
Recebemos com repúdio o resultado do novo julgamento de um dos acusados do assassinato da irmã Dorothy Stang, no estado do Pará, em 12 de fevereiro de 2005, reconhecida defensora dos direitos humanos e dos trabalhadores rurais, que torna impune o mandante do crime. A Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia vem manifestar ampla indignação com esta absolvição.Solicitamos a imediata ação do Ministério Público, recorrendo da decisão e garantindo outro julgamento.É de conhecimento público as pressões e ameaças de morte sofridas, inclusive pelo promotor Edson Souza, responsável pela acusação dos réus.Cabe lembrar que, de acordo com a Comissão Pastoral da Terra, 800 trabalhadores rurais foram assassinados no estado do Pará, nos últimos 36 anos.Exigimos, então, a continuidade da reforma agrária, proteção dos defensores dos direitos humanos na região e o fim da impunidade.Brasília, 13 de maio de 2008.
26 de mar. de 2008
Racismo: uma vergonha que o Brasil ainda carrega
Esta notícia, eu a li indignada.
Um grupo de crianças, algumas negras e todas pobres, ao fazerem um passeio ao Jardim Botânico, foram expulsas de uma lanchonete dentro do parque.
Me lembrei, na hora, de uma imagem, que vi no banksy hoje. É assim o paraíso atualmente: bem vigiadinho para que os que não servem não atrapalhem a paisagem.
Espero que a notícia se espalhe, cause escândalo e tenha efeitos jurídicos e sociais.
Torço para que a instituição, coerente com seus objetivos tome medidas sérias. Não apenas quanto a este caso, mas para que não torne a ocorrer.
Acredito que não interesse mais aos que estão, de fato, interessados em um Brasil constituído por uma sociedade mais fraterna e justa, que palavras sobre Ética e Responsabilidade Social sejam decorativas em discursos inúteis:
Um grupo de crianças, algumas negras e todas pobres, ao fazerem um passeio ao Jardim Botânico, foram expulsas de uma lanchonete dentro do parque.
Me lembrei, na hora, de uma imagem, que vi no banksy hoje. É assim o paraíso atualmente: bem vigiadinho para que os que não servem não atrapalhem a paisagem.
Espero que a notícia se espalhe, cause escândalo e tenha efeitos jurídicos e sociais.
Torço para que a instituição, coerente com seus objetivos tome medidas sérias. Não apenas quanto a este caso, mas para que não torne a ocorrer.
Acredito que não interesse mais aos que estão, de fato, interessados em um Brasil constituído por uma sociedade mais fraterna e justa, que palavras sobre Ética e Responsabilidade Social sejam decorativas em discursos inúteis:
"Consolidamos as ações da Instituição com as questões dos direitos humanos, saúde, educação e meio ambiente. Através da responsabilidade social, propiciamos assistência e assessoria aos cidadãos na defesa de seus direitos, proteção às famílias e suas futuras gerações, atendendo os mais diferentes segmentos da população.
Interagimos com a comunidade através da execução de Programas, visando minimizar as desigualdades sócio-ambientais e contribuímos para o exercício da cidadania.
Nossa participação implica em modernas políticas sociais públicas sócio-ambientais. Conseqüentemente, criamos uma rede de preservação e proteção sistematizada do meio ambiente, através de parcerias com grupos e organizações nacionais e internacionais." (http://www.jbrj.gov.br/)
24 de dez. de 2007
é logo ali

Por onde você vai?
A cidade tem avenidas lindas
Tem pontes colossais
Tem viadutos abismais
Por onde você vai?
As relações têm abraços efusivos
Têm aperto de mãos oficiais
Têm beijinhos coloquiais
Por onde você vai?
O natal tem banquetes à Bashô
Tem iguarias especiais
Tem uísque para nunca mais
Por onde você vai?
Tem amigos clarisses, henriques e joaquins?
Têm crianças wesleys, jennifers e maikes
nomeadas pipocos, 42 e zé pequenos
haicais do que é a vida logo ali.
(Liliane M. A. Silva)
Natal fora do Eixo
Céu azul e sol animado
O varal se enche de cores
Mesmo que o papai noel não chegue
A Árvore de natal já está arrumada.
O varal se enche de cores
Mesmo que o papai noel não chegue
A Árvore de natal já está arrumada.
(Liliane M. A. Silva)
21 de jul. de 2007
NÃO AO AEROPORTO DE CONGONHAS
Construir outro aeroporto não está em nossas mãos, a decisão de insistirmos e cobrarmos do governo está. Falar sobre o assunto, boicotar o aeroporto, exigir das agências outros vôos, etc.
Já passou da hora de eles nos levarem a sério.
Não importa o Partido político...isto ficou claro com o escândalo do PT. Os desvios éticos devem ser imperdoáveis.
Esta é uma discussão que não diz respeito apenas aos escândalos políticos em nosso país ou às tragédias áreas e rodoviárias ou à violência que virou rotina.
Também não importa a área em que circulemos, sempre somos convidados a ceder no que é nosso dever. Bom, só é possível falar do que vivenciamos e por isto recortei dois exemplos do meu trabalho para pensar isto tudo.
Há uma área da Ética que estuda o dever de cada profissão: a Deontologia. Além de ser uma palavra pouco conhecida, o seu significado tem se fragilizado, pois cada vez mais o dever do cidadão é a urgência em manter a família vestida e alimentada (se quisermos manter a discussão neste nível de necessidades). E isto certamente traz alguns viezes na discussão sobre os tênues limites entre certo e errado. E, de fato, a idéia da cama de Procrusto, onde as pessoas devem ser esticadas ou amputadas para se tornarem iguais, não vale à pena.
Mas, vamos aos dois recortes que me ajudaram a ter maior clareza sobre como o cotidiano do trabalho de todos nós pode ter desdobramentos muito mais amplos do que nos parece à primeira vista. Um dia, eu e alguns alunos, discutíamos sobre o processo da análise; a angústia que muitas vezes o paciente atravessa e os recursos que o analista possui para minorar isto. Uma aluna estava preocupada, corretamente, com o fato de o paciente sair da sessão descontente com a "não-resposta" que recebeu por parte do profissional e não voltar, não dar continuidade à análise.
"Ele não deveria sair dali se sentindo mais fortalecido? mais feliz? E nós não precisamos que ele volte para ganharmos o nosso dinheiro?" perguntou a aluna.
Esta questão é interessantíssima. Tem a ver com a função do analista e também com o fato de que todo trabalhador precisa e tem direito ao pagamento justo.
Em tempos de Discurso Capitalista, fugir do desprazer é a mais recorrente das propostas. De que modo o analista pode cumprir com o seu dever (a Deontologia do analista....qual seria? eu ainda penso que é "escovar palavras") e sobreviver em meio a tantas propostas de resolução rápida e indolor daquilo que não tem nome, mas que é tão sofrido aos pacientes?
Nadar contra a corrente. O psicanalista parece estar aí neste lugar.
Não que a análise não possua efeitos rápidos. Mas é que estes não podem ser garantidos a priori. Aliás, nenhum efeito pode. Há uma aposta na palavra como lugar do sujeito. Em Paraty ouvi o Mia Couto dizer: o lugar do escritor é a palavra. Bem..... para a psicanálise não apenas do escritor, mas de todos nós.
Eu sei. Isto parece tão pouco. Insuficiente mesmo. Ouço isto quase toda semana, de meus alunos queridos. Mas são o dizer e o fazer possíveis e honestos, por parte do psicanalista.
E quanto ao pouco.... de pouco não tem nada. Mas isto é uma discussão mais sinuosa e neste momento o que nos interessa é de que modo cada um encontra em seu cotidiano um limite ético.
Então, cumprir o nosso dever junto a cada pessoa que nos procura, e ganhar o dinheiro que nos é devido pelo trabalho realizado, se traduz em sustentar um percurso que parece em alguns momentos muito contraditório com o que é o objetivo do próprio processo. Ceder à vontade do paciente de uma resposta breve e mágica (isto é...SE o analista tivesse esta resposta. ELE NÃO TEM) ou ao nosso próprio desejo de ganho financeiro deste modo é tornar perversa esta relação. A relação transferencial que sustenta todo o processo analítico é uma relação de amor. E "o amor é pão feito em casa" (Leminski), não se sustenta no marketing vazio de alguém que detém um saber capaz de resolver a vida do outro.
Ganhar dinheiro com o amor fácil, tem um nome e acontece nas esquinas. E além de tudo não é lá muito justo e nem correto atrapalhar outros profissionais não é mesmo?
Esta resposta deixou a aluna assustada; a professora também. Fiquei uma semana tomada por isto circulando em meus pensamentos. A seriedade deste lugar de não-saber que o analista ocupa, e o exercício que nos exige estar aí.
Mas o profissional psicanalista não é diferente dos demais, na medida em que ele deve fazer uma escolha pessoal em ser assim ético.
O outro recorte que fiz diz respeito á minha função como Docente. Neste trabalho não me faltam alunos e pessoas que, utilizando da lógica de "cada um responde por si", entendem que o meu papel é dar aula, dar nota, dar presença, dar aprovação; e, se o aluno aprendeu ou não, quer aprender ou não, isto é problema dele.
É pouco verbo para tantas ações.
E nada disto permanece assim gratuito. Não é gratuito para o aluno que paga para aprender e não aprende...se ESTA for a intenção dele ao procurar uma faculdade; e caso não seja, então este é um motivo ainda maior para ele não prosseguir no curso com o aval das Disciplinas que leciono. Não é gratuito para a instituição que em tempo de concorrência tão acirrada perde muuuitos pontos ao não poder contar com a divulgação do boca a boca feita por alunos satisfeitos com a qualidade do Curso que escolheram (e pelo qual pagam, sem dúvida). Não é gratuito para o professor que entende como um compromisso ético incorruptível a formação de um profissional. Não é gratuito para as pessoas que serão atendidas um dia por aqueles que estiveram na faculdade e entederam que o professor tinha aqueles deveres citados no início deste parágrafo frente à mensalidade.
Vocês têm idéia de quantas vezes ouço: "mas eu pago a mensalidade em dia!" como argumento para ganhar algum ponto ou presença na aula?
Outro dia ouvi de um colega: a diferença é que quando o professor me eixigia algo que eu não sabia, eu pensava "preciso estudar mais". E agora quando nós somos exigentes o aluno pensa: vou à coordenação reclamar.
Mas o tema deste post não são as condições do Ensino Superior no Brasil. É a tragédia em Congonhas e o que é possível à população fazer. Há meses a crise que a aviação brasileira atravessa veio à tona. Os controladores fizeram greve, denunciaram. O efeito? foram presos, despedidos. O governo? prometeu verbas para esta área. Li hoje cedo na net que foram cortadas. Geralmente os efeitos de sustentar o nosso trabalho de modo correto são estes. Foi assim com os controladores de vôo e é assim com a maioria que ainda acredita em honestidade neste país.
A população? uma parte assistiu ao noticiário do acidente. Outra foi quem teve de atravessar o desespero de tanto descaso. Agora uma outra parte se soma à primeira. São mais duas centenas de brasileiros que choram a perda de alguém querido em uma situação que poderia ser evitada. Ainda há uma maioria que não passou por isto. Será preciso subverter estas estatísticas para que tomemos como causa exigir não sermos desconsiderados em nossos direitos de cidadãos?
Ontem saiu uma notícia de algumas medidas do governo, mas acho que já vimos isto antes. Promessas de ocasião. Ocasião de eleições e ocasião de tragédias.
Multidões se ajuntam no carnaval.
Multidões se ajuntam nas micaretas.
Uma multidão foi à abertura do PAN.
São eventos interessantes e importantes. O prazer é fundamental.
Mas porque não ouvimos a multidão comentar empolgada sobre ir à manifestações públicas contra o desmatamento, a corrupção, o preconceito, o desmando político?
Seria injusto não registrar que isto de vez em quando acontece. MAS é preciso que se torne tão rotineiro quanto discutir sobre futebol.
Tem uma campanha circulando na net exigindo medidas políticas urgentes e definitivas quanto ao Aeroporto de Congonhas.
http://www.gebh.net/oprimo/
Já passou da hora de eles nos levarem a sério.
Não importa o Partido político...isto ficou claro com o escândalo do PT. Os desvios éticos devem ser imperdoáveis.
Esta é uma discussão que não diz respeito apenas aos escândalos políticos em nosso país ou às tragédias áreas e rodoviárias ou à violência que virou rotina.
Também não importa a área em que circulemos, sempre somos convidados a ceder no que é nosso dever. Bom, só é possível falar do que vivenciamos e por isto recortei dois exemplos do meu trabalho para pensar isto tudo.
Há uma área da Ética que estuda o dever de cada profissão: a Deontologia. Além de ser uma palavra pouco conhecida, o seu significado tem se fragilizado, pois cada vez mais o dever do cidadão é a urgência em manter a família vestida e alimentada (se quisermos manter a discussão neste nível de necessidades). E isto certamente traz alguns viezes na discussão sobre os tênues limites entre certo e errado. E, de fato, a idéia da cama de Procrusto, onde as pessoas devem ser esticadas ou amputadas para se tornarem iguais, não vale à pena.
Mas, vamos aos dois recortes que me ajudaram a ter maior clareza sobre como o cotidiano do trabalho de todos nós pode ter desdobramentos muito mais amplos do que nos parece à primeira vista. Um dia, eu e alguns alunos, discutíamos sobre o processo da análise; a angústia que muitas vezes o paciente atravessa e os recursos que o analista possui para minorar isto. Uma aluna estava preocupada, corretamente, com o fato de o paciente sair da sessão descontente com a "não-resposta" que recebeu por parte do profissional e não voltar, não dar continuidade à análise.
"Ele não deveria sair dali se sentindo mais fortalecido? mais feliz? E nós não precisamos que ele volte para ganharmos o nosso dinheiro?" perguntou a aluna.
Esta questão é interessantíssima. Tem a ver com a função do analista e também com o fato de que todo trabalhador precisa e tem direito ao pagamento justo.
Em tempos de Discurso Capitalista, fugir do desprazer é a mais recorrente das propostas. De que modo o analista pode cumprir com o seu dever (a Deontologia do analista....qual seria? eu ainda penso que é "escovar palavras") e sobreviver em meio a tantas propostas de resolução rápida e indolor daquilo que não tem nome, mas que é tão sofrido aos pacientes?
Nadar contra a corrente. O psicanalista parece estar aí neste lugar.
Não que a análise não possua efeitos rápidos. Mas é que estes não podem ser garantidos a priori. Aliás, nenhum efeito pode. Há uma aposta na palavra como lugar do sujeito. Em Paraty ouvi o Mia Couto dizer: o lugar do escritor é a palavra. Bem..... para a psicanálise não apenas do escritor, mas de todos nós.
Eu sei. Isto parece tão pouco. Insuficiente mesmo. Ouço isto quase toda semana, de meus alunos queridos. Mas são o dizer e o fazer possíveis e honestos, por parte do psicanalista.
E quanto ao pouco.... de pouco não tem nada. Mas isto é uma discussão mais sinuosa e neste momento o que nos interessa é de que modo cada um encontra em seu cotidiano um limite ético.
Então, cumprir o nosso dever junto a cada pessoa que nos procura, e ganhar o dinheiro que nos é devido pelo trabalho realizado, se traduz em sustentar um percurso que parece em alguns momentos muito contraditório com o que é o objetivo do próprio processo. Ceder à vontade do paciente de uma resposta breve e mágica (isto é...SE o analista tivesse esta resposta. ELE NÃO TEM) ou ao nosso próprio desejo de ganho financeiro deste modo é tornar perversa esta relação. A relação transferencial que sustenta todo o processo analítico é uma relação de amor. E "o amor é pão feito em casa" (Leminski), não se sustenta no marketing vazio de alguém que detém um saber capaz de resolver a vida do outro.
Ganhar dinheiro com o amor fácil, tem um nome e acontece nas esquinas. E além de tudo não é lá muito justo e nem correto atrapalhar outros profissionais não é mesmo?
Esta resposta deixou a aluna assustada; a professora também. Fiquei uma semana tomada por isto circulando em meus pensamentos. A seriedade deste lugar de não-saber que o analista ocupa, e o exercício que nos exige estar aí.
Mas o profissional psicanalista não é diferente dos demais, na medida em que ele deve fazer uma escolha pessoal em ser assim ético.
O outro recorte que fiz diz respeito á minha função como Docente. Neste trabalho não me faltam alunos e pessoas que, utilizando da lógica de "cada um responde por si", entendem que o meu papel é dar aula, dar nota, dar presença, dar aprovação; e, se o aluno aprendeu ou não, quer aprender ou não, isto é problema dele.
É pouco verbo para tantas ações.
E nada disto permanece assim gratuito. Não é gratuito para o aluno que paga para aprender e não aprende...se ESTA for a intenção dele ao procurar uma faculdade; e caso não seja, então este é um motivo ainda maior para ele não prosseguir no curso com o aval das Disciplinas que leciono. Não é gratuito para a instituição que em tempo de concorrência tão acirrada perde muuuitos pontos ao não poder contar com a divulgação do boca a boca feita por alunos satisfeitos com a qualidade do Curso que escolheram (e pelo qual pagam, sem dúvida). Não é gratuito para o professor que entende como um compromisso ético incorruptível a formação de um profissional. Não é gratuito para as pessoas que serão atendidas um dia por aqueles que estiveram na faculdade e entederam que o professor tinha aqueles deveres citados no início deste parágrafo frente à mensalidade.
Vocês têm idéia de quantas vezes ouço: "mas eu pago a mensalidade em dia!" como argumento para ganhar algum ponto ou presença na aula?
Outro dia ouvi de um colega: a diferença é que quando o professor me eixigia algo que eu não sabia, eu pensava "preciso estudar mais". E agora quando nós somos exigentes o aluno pensa: vou à coordenação reclamar.
Mas o tema deste post não são as condições do Ensino Superior no Brasil. É a tragédia em Congonhas e o que é possível à população fazer. Há meses a crise que a aviação brasileira atravessa veio à tona. Os controladores fizeram greve, denunciaram. O efeito? foram presos, despedidos. O governo? prometeu verbas para esta área. Li hoje cedo na net que foram cortadas. Geralmente os efeitos de sustentar o nosso trabalho de modo correto são estes. Foi assim com os controladores de vôo e é assim com a maioria que ainda acredita em honestidade neste país.
A população? uma parte assistiu ao noticiário do acidente. Outra foi quem teve de atravessar o desespero de tanto descaso. Agora uma outra parte se soma à primeira. São mais duas centenas de brasileiros que choram a perda de alguém querido em uma situação que poderia ser evitada. Ainda há uma maioria que não passou por isto. Será preciso subverter estas estatísticas para que tomemos como causa exigir não sermos desconsiderados em nossos direitos de cidadãos?
Ontem saiu uma notícia de algumas medidas do governo, mas acho que já vimos isto antes. Promessas de ocasião. Ocasião de eleições e ocasião de tragédias.
Multidões se ajuntam no carnaval.
Multidões se ajuntam nas micaretas.
Uma multidão foi à abertura do PAN.
São eventos interessantes e importantes. O prazer é fundamental.
Mas porque não ouvimos a multidão comentar empolgada sobre ir à manifestações públicas contra o desmatamento, a corrupção, o preconceito, o desmando político?
Seria injusto não registrar que isto de vez em quando acontece. MAS é preciso que se torne tão rotineiro quanto discutir sobre futebol.
Tem uma campanha circulando na net exigindo medidas políticas urgentes e definitivas quanto ao Aeroporto de Congonhas.
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2 de out. de 2006
SEM PALAVRAS. QUASE.
"...De acordo com Amorim, economistas internacionais acreditam que Alckmin, candidato pelo PSDB, implantaria uma política fiscal mais afinada com seus ideais e "estaria mais inclinado a cortar impostos e reduzir juros, permitindo assim um maior crescimento econômico".
Para Joel Velasco, "uma eventual vitória de Alckmin ofereceria mais oportunidade para reformas, o choque de gestão do qual ele vem falando é algo que investidores gostam de ouvir".
ChancesNuno Camara, economista-sênior para a América Latina do banco Dresdner Kleinwort, compartilha da surpresa positiva em relação ao desempenho do candidato do PSDB, mas acrescenta que é preciso ver nas próximas semanas se existem chances concretas de que Alckmin venha a superar Lula.
"A vitória dele seria algo bom, mas não sei quão provável seria de ocorrer. Temos de ver as pesquisas nas próximas semanas. Mas seria uma excelente notícia porque ele é alguém mais afinado com os ideais do mercado", afirma..."
http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1169154-EI6652,00.html
Para Joel Velasco, "uma eventual vitória de Alckmin ofereceria mais oportunidade para reformas, o choque de gestão do qual ele vem falando é algo que investidores gostam de ouvir".
ChancesNuno Camara, economista-sênior para a América Latina do banco Dresdner Kleinwort, compartilha da surpresa positiva em relação ao desempenho do candidato do PSDB, mas acrescenta que é preciso ver nas próximas semanas se existem chances concretas de que Alckmin venha a superar Lula.
"A vitória dele seria algo bom, mas não sei quão provável seria de ocorrer. Temos de ver as pesquisas nas próximas semanas. Mas seria uma excelente notícia porque ele é alguém mais afinado com os ideais do mercado", afirma..."
http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1169154-EI6652,00.html
MAS a minha esperança quase poliônica me faz insistir.
Ainda há palavras:
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,Idolatrada,
Ó Pátria amada,Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu risonho e límpido
À imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada,Brasil !
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida","Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada,Idolatrada
Ó Pátria amada,Idolatrada
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado
E diga o verde-louro desta flâmula
Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada,Brasil !
Hino Nacional Brasileiro
Música: Francisco Manuel da Silva
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
SOBREVIVEMOS ANTES.
NÃO SERÁ DIFERENTE DESTA VEZ.
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PT
1 de out. de 2006
PASSOU DO PONTO
Li hj em um site: A MAIOR ELEIÇÃO DE TODOS OS TEMPOS.
me perguntei? COOOMO ASSIMMM??? a minha esperança (quase poliônica) me disse que ainda teremos esta aí.
Porque cá entre nós: o Lula ganhar esta eleição é SINTOMÁTICO: nos recusamos a ver a realidade. é a própria piada do marido traído que fica parado na frente do motel se perguntando o que a esposa está fazendo lá dentro com aquele cara barbado.
MILHÕES parados na frente da tv observando o marido dizer: EU NÃO SABIA. Não sabia que era um motel? não sabia que o homem ao lado da esposa no carro não era ele mesmo? não sabia o que?
pqp.
Fui reler isto aqui e pensei: nóóó..eu escrevi a piada do marido traído. SERÁ? (foi um ataque de polionisse)...aí me dei conta: não há marido traído que não saiba que foi traído. ELE sabe. SEMPRE sabe. (ele = o sujeito. pode ser a esposa também heim...rsrs..vamos manter a questão de gênero em dia)
Eu espero que UM DIA (sim, eu sei que a minha esperança é quase poliônica) eles sintam vergonha. E que o povo tome vergonha.
LEGENDA:
POLIONISSE/POLIÔNICA = POLIANISSE/ POLIÂNICA
POLIONE = POLLYANA em uma piada antiga e particular.
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