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12 de fev. de 2012

2ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia

Esta 2ª Mostra de Práticas faz parte das comemorações dos 50 anos da Psicologia como profissão no Brasil. Ela vai ocorrer doze anos depois da 1ª Mostra (Psicologia e Compromisso Social), evento que foi um marco no processo de autoreconhecimento da riqueza, grandeza e diversidade da atuação dos psicólogos brasileiros.

A 2ª Mostra será um grande espaço de intercâmbio sobre as práticas que estão sendo construídas e validadas todos os dias pelas psicólogas e psicólogos de todo o Brasil.

A 2ª Mostra vai acontecer de 20 a 22 de setembro de 2012, em São Paulo. Desta vez a programação irá além da apresentação de práticas profissionais. Haverá espaço para que psicólogas e psicólogos debatam seu trabalho e possam criar articulações para seguir fortalecendo as diferentes áreas em que atuam

Política Nacional sobre Drogas


O Conselho Federal de Psicologia (CFP) participou da organização da Frente Nacional de Entidades pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas, nesta quarta-feira, 1º de fevereiro de 2012. A Frente reúne entidades e movimentos sociais brasileiros, com representatividade regional no país, por uma política sobre drogas norteada pela política antimanicomial e pela reforma psiquiátrica brasileira. Uma diversidade de organizações se uniu para realizar o enfrentamento às drogas de maneira coletiva.

A reunião foi coordenada por um representante dos Conselhos Federais de Psicologia e de Serviço Social, da Pastoral Nacional da População de Rua, do Movimento Nacional de População de Rua e pelo Coletivo DAR. Os movimentos sociais e entidades discutiram e elaboraram os princípios que irão nortear as ações da frente e na formulação da agenda de trabalho.

A Frente pretende trabalhar na organização de um debate público e construir estratégias de lutas sobre drogas baseadas na cidadania e nos direitos humanos. Defende a ampliação dos investimentos públicos nas políticas públicas e a consolidação e ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e de todas as políticas públicas, com a garantia da participação popular e o respeito às decisões das conferências.

A Frente Nacional de Entidades pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas elegeu os seguintes princípios:

1. DEFENDER O PACTO VOLUNTÁRIO POR ADESÃO DE ENTIDADES E MOVIMENTOS DA SOCIEDADE CIVIL COM A FINALIDADE DE ORGANIZAR O DEBATE E CONSTRUIR ESTRATÉGIAS DE LUTA EM PROL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS BASEADA NA DIGNIDADE E DIREITOS HUMANOS;

2. DEFENDER O ESTADO LAICO;

3. DEFENDER A CONSOLIDAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO SUS, DO SUAS E DE TODAS AS POLÍTICAS PÚBLICAS COM PARTICIPAÇÃO POPULAR E O RESPEITO ÀS DECISÕES DAS CONFERÊNCIAS;

4. DENUNCIAR AS AÇÕES CONSERVADORAS, POLICIALESCAS, HIGIENISTAS E CRIMINALIZADORAS CONTRA AS POPULAÇÕES FRAGILIZADAS;

5. DEFENDER UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA EM UMA PERSPECTIVA DE GARANTIA DE DIREITOS E NÃO DA REPRESSÃO POLICIAL;

6. CONTRA A INCLUSÃO DAS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS E AFINS NA REDE DE SERVIÇOS DO SUS;

7. AMPLIAR O DEBATE PÚBLICO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E COM A SOCIEDADE SOBRE O TEMA DAS DROGAS DEFENDENDO A GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS;

8. ASSUMIR OS PRINCÍPIOS DA LUTA ANTIMANICOMIAL E DA REDUÇÃO DE DANOS QUE TEM NORTEADO A REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA, REIVINDICANDO QUE SEJAM ADOTADOS NA POLÍTICA SOBRE DROGAS;

9. POR UMA POLÍTICA INCLUSIVA E INTEGRAL DE ATENÇÃO ÀS PESSOAS QUE USAM DROGAS CONTEMPLANDO AÇÕES DE TRABALHO, HABITAÇÃO, EDUCAÇÃO, CULTURA, ARTE, ESPORTE, ACESSO À JUSTIÇA, SEGURANÇA PÚBLICA, SAÚDE E ASSISTÊNCIA SOCIAL;

10. CONTRA A ATUAL POLÍTICA PROIBICIONISTA DE DROGAS, ARTÍFICE PARA A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA, E DEFENDER UMA MUDANÇA NA ATUAL LEI (OU POLÍTICA) DE DROGAS FUNDADA NO RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS DE TODA A POPULAÇÃO BRASILEIRA.

Veja abaixo as entidades e movimentos sociais que compõe a Frente Nacional pela Cidadania, Dignidade e Direitos Humanos na Política Nacional sobre Drogas:

  1. Associação Brasileira de Redutores de Danos (Aborda Brasil)
  2. Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME/SP)
  3. Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais (ABRATO)
  4. Associação Cultural Menino de Ceilândia
  5. Associação de Saúde Mental do Cerrado (ASCER)
  6. Associação De Volta Para Casa
  7. Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (AMERESP)
  8. Associação Metamorfose Ambulante de Usuários e Familiares do Sistema de Saúde (AMEA)
  9. Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES)
  10. Centro Brasileiro de Políticas sobre Drogas (Psicotropicus)
  11. Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDEC) de Interlagos
  12. Coletivo DAR
  13. Comissão Municipal da Reforma Psiquiátrica de Belo Horizonte – MG
  14. Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM)
  15. Confederação Nacional dos Municípios (CNM)
  16. Conselho Estadual de Entorpecentes do DF da Secretaria de Segurança Pública (SSP)
  17. Conselho Federal de Serviço Social (CFESS)
  18. Conselho Nacional de Defesa Ambiental (CNDA)
  19. Consultório de Rua Belo Horizonte/MG
  20. CRP 01
  21. CRP 02
  22. CRP 04
  23. CRP 05
  24. CRP 06
  25. CRP 07
  26. CRP 09
  27. CRP 14
  28. CRP 18
  29. Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC/TO)
  30. Federação Nacional dos Psicólogos - FENAPSI
  31. Fórum Goiano de Saúde Mental
  32. Fórum Permanente da População de Rua do DF
  33. Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo
  34. Instituto Bom Samaritano
  35. Marcha da Maconha
  36. Movimento Moinho Vivo
  37. Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR/DF )
  38. Movimento Nacional de População de Rua
  39. Núcleo de Estudos pela Superação dos Manicômios da Bahia (NESM/BA)
  40. Pastoral Nacional do Povo da Rua
  41. Projeto Justiça Criminal
  42. Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA)
  43. Rede Saúde Mental e Economia Solidária
  44. Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Trabalho (SEDEST/GDF)
  45. Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH)
  46. Tribunal Popular
  47. União das Associações Comunitárias (Unac)

Encontro Brasileiro dos Programas de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas

O Conselho Federal de Psicologia participa do Encontro Brasileiro dos Programas de Proteção a Vítimas e testemunhas Ameaçadas entre os dias 7 e 10 de fevereiro, em Brasília.

O CFP será representado pelo coordenador da Comissão Nacional de Direitos Humanos, Pedro Paulo Bicalho. Segundo Bicalho, a atual conjuntura onde se inscreve os programas de proteção à vítimas e testemunhas ameaçadas é marcada por formas de violência decorrentes do agravamento das desigualdades sociais existentes no país. “Esses programas ainda contam com padrões seletivos de justiça criminal para criminalizar os mais vulneráveis e, não por acaso, os mais pobres. O que evidencia a urgência de políticas públicas no âmbito de uma proteção profundamente comprometida com a promoção e garantia dos direitos humanos”, ressalta Pedro Paulo Bicalho.

O evento é coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), por meio da Coordenação Geral de Proteção a Testemunhas."

17 de set. de 2008

CFP: a questão do uso indiscriminado de algemas

Resposta do CFP à notícia entitulada "PF apela à psicologia para algemar"

Falando Sério: Nenhuma forma de Violência vale a pena

Em matéria intitulada “PF apela à psicologia para algemar” publicada no jornal O Estado de São Paulo de 14 de setembro último, lemos o depoimento de duas psicólogas, pertencentes aos quadros da Polícia Federal, onde afirmam ser justificado o ato de algemar, indiscriminadamente, cidadãos que recebem voz de prisão por agentes da PF. Em que pese o lugar de onde opinam as profissionais- elas próprias parte da corporação policial em pauta- suas idéias e concepções não coincidem com os princípios que orientam hoje o debate da psicologia brasileira em torno do tema da justiça, segurança pública e defesa dos direitos humanos. O Sistema Conselhos de Psicologia ( Conselho Federal e Conselhos Regionais) estão próximos de realizar o II seminário sobre o sistema prisional brasileiro e o papel dos psicólogos. Na pauta ! desse seminário apontamos claramente para a tarefa urgente de tratarmos as políticas criminal, penitenciária e de segurança pública brasileiras como caso de calamidade pública merecendo a preocupação de toda a sociedade. Em nossos cárceres imundos mantemos cerca de meio milhão de seres humanos, preponderantemente jovens e miseráveis, muitos deles sem sentença condenatória e passando por todo tipo de violação de direitos. A violência do Estado, muitas vezes legitimada pela mídia, torna-se recurso natural nas ações de repressão aos atos infracionais.

Ora, algemar sob o argumento de que o estresse torna os sujeitos humanos imprevisíveis é generalizar os fenômenos psicológicos, banalizando sua complexidade. Isso pode acabar por justificar a transformação de uma ação de prevenção em ato de ostentação de força e violência onde o sujeito abordado pode tornar-se vítima de humilhação social. Esse efetivamente não deve ser o papel da PF que tem demonstrado seriedade e cautela nas operações que todos acompanhamos nos últimos tempos. O uso da violência desqualifica sua conduta profissional, perdendo credibilidade social e o respeito dos cidadãos que acreditam nos princípios democráticos.
O Conselho Federal de Psicologia, em sintonia com a campanha das Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia, acredita que NENHUMA FORMA DE VIOLÊNCIA VALE A PENA.

Humberto Verona
Presidente do CFP